quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Nagasaki marca 73 anos do bombardeio atômico

Os participantes fizeram um minuto de silêncio às 11h02, o momento exato que a cidade foi atingida pela bomba dos EUA
Nagasaki
Nagasaki marca 73 anos do bombardeio atômico de 1945 nesta quinta-feira (9). Uma cerimônia foi realizada às 10h no Parque da Paz.

O secretário-geral das Nações Unidas Antônio Guterres se tornará o primeiro chefe da organização a participar do evento. Ele se juntará aos sobreviventes da bomba atômica, familiares das vítimas e o primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe.

Os nomes de 3.511 hibakusha (pessoas afetadas pela explosão) que morreram o ano passado serão adicionados à lista das vítimas e colocados e um cenotáfio.

Às 11h02 os participantes fizeram um minuto de silêncio – o momento exato que a bomba foi jogada pelos EUA sobre a cidade em 9 de agosto de 1945.

Durante a cerimônia, Guterres fez um apelo para um mundo sem armas nucleares.

As Nações Unidas adotaram o Tratado de Proibição de Armas Nucleares em julho do ano passado.

Contudo, o tratado ainda precisa entrar em vigor, visto que nações nucleares e não nucleares estão divididas sobre a questão. E um esforço para o desarmamento nuclear também continua estagnado.

Na declaração de paz deste ano, o prefeito de Nagasaki, Tomihisa Taue, manifestou preocupação sobre os planos dos EUA de fortalecer seu arsenal nuclear. Além disso, ele pedirá por apoio para ratificar o tratado das Nações Unidas.
Fonte: Portal Mie com NHK

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Hiroshima: 73.º ano do dia da bomba atômica

Há 73 anos a cidade de Hiroshima foi bombardeada
Hiroshima

“Minha mãe ficou soterrada e partiu dessa forma, toda queimada. A maioria das pessoas não sabe dessa data”, disse uma vítima da bomba para a ANN, às 4h de segunda-feira (6).

Como ela, desde antes do sol nascer as pessoas uniam suas mãos no Memorial da Paz, em Hiroshima (província homônima), entre velas, incensos e flores. Foi nessa data, há 73 anos, que Hiroshima viveu o horror do bombardeio.

Hiroshima foi atacada pelos norte-americanos em 6 de agosto de 1945 e 3 dias depois foi Nagasaki. Com isso, em 15 do mesmo mês o Japão se rende e coloca um fim à Segunda Guerra Mundial.

As chamadas de 被爆者, lê-se hibakusha, são as vítimas sobreviventes da bomba atômica, que hoje têm idade média de 82 anos. A cada ano diminui o número de pessoas que amargaram essa experiência.

Este ano morreram 5.393 vítimas, cujos nomes foram acrescidos no memorial. Lá estão inscritos os nomes das 314.118 pessoas que perderam a vida no dia do horror. 

Para relembrar a importância da paz foi realizada uma cerimônia com a presença do Primeiro-Ministro Shinzo Abe e autoridades de 85 países, às 8h. E às 8h15, horário da bomba, foi oferecido um minuto de silêncio.

As autoridades e voluntários locais continuam se empenhando para um mundo sem guerra e pelo desarmamento nuclear no Planeta.
Fonte: Portal Mie com ANN e NHK

terça-feira, 17 de julho de 2018

Princesa Mako viaja ao Brasil

A princesa Mako viajou ao Brasil nesta terça-feira (17) para participar de cerimônias que marcam 110 anos da chegada dos primeiros japoneses ao país
Princesa Mako

A princesa Mako, neta mais velha do imperador Akihito, viajou ao Brasil nesta terça-feira (17) para participar de cerimônias que marcam 110 anos da chegada dos primeiros japoneses ao país, divulgou o Mainichi.

A princesa de 26 anos partiu do Aeroporto de Haneda em Tóquio e desembarcará no Rio de Janeiro na manhã de quarta-feira (18). Ela visitará 14 cidades em cinco estados e se encontrará com descendentes de japoneses. Seu retorno ao Japão está marcado para 31 de julho.

Em sua quarta viagem oficial ao exterior, a princesa visitará o Corcovado, onde está a estátua do Cristo Redentor, antes de viajar na quinta-feira ao Paraná, onde vivem muitos descendentes de japoneses.

No sábado, ela fará um discurso na cerimônia comemorativa em São Paulo, lar para a maior comunidade japonesa no país.

Em suas funções oficiais anteriores no exterior, ela visitou El Salvador e Honduras em novembro de 2015, o Paraguai em setembro de 2016 e Butão em junho de 2017.

Essa é a sua primeira viagem oficial ao exterior desde o dia em que a Agência da Casa Imperial anunciou o adiamento de seu casamento com Kei Komuro, também de 26 anos, até 2020, do inicialmente divulgado em novembro de 2018 devido a uma “falta de preparação”.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Celebração dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil

A primeira vez que o navio Kasato Maru embarcou levando japoneses cheios de sonhos e esperança foi nesta data, há 110 anos
imigração do japão no brasil

Em 18 de junho de 1908 o navio Kasato Maru, com 781 japoneses, embarcou do Porto de Kobe com destino a Santos-SP, levando os primeiros imigrantes.

Foi o começo da imigração japonesa no Brasil, com pessoas cheias de sonhos e esperança de construir uma vida melhor do outro lado do mundo.

Se hoje a população nikkei é estimada em 1,9 milhão de descendentes foi graças aos pioneiros que se arriscaram a viver em um país tropical, sem conhecer nada da cultura local.

Ao chegarem no Brasil se depararam com a dura realidade do trabalho na lavoura, especialmente a do café. O sofrimento foi superado pela dignidade, essa que se vinculou durante as gerações seguintes.
 Kasato Maru
Contribuição da imigração japonesa no Brasil
O Brasil tem, portanto, a maior comunidade nikkei do mundo, com história dos 110 anos de imigração.

No Japão se comemora em 18 de junho o Dia da Imigração no Exterior, enquanto na sociedade brasileira vários eventos marcam a importante data.

Os japoneses contribuíram para o desenvolvimento da agricultura, para o cultivo dos valores humanos, religião budista, difusão do beisebol, culinária – sushi, yakisoba e sashimi – e também com os alimentos como caqui, pepino, berinjela, amendoim, entre outros. Além disso tudo, ainda no campo das artes, como o bonsai e artistas ilustres como Tomie Ohtake, Manabu Mabe, entre outros. A introdução das artes marciais como aikidô, sumô, kendo, judô, kiu-jitsu e caratê se deve aos japoneses.

Descendentes dos imigrantes
No Japão, a presença da maioria dos brasileiros se deve ao fato de serem descendentes, cuja abertura do visto especial se deu em 1990. A população verde amarela residente no arquipélago é de 185.967, segundo dados fechados em junho do ano passado.
Fonte: Portal Mie

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Universidade japonesa faz doação de 2 mil mangás à biblioteca da USP

A versão original de Dragon Ball é uma das atrações do novo acervo
Doação de 2 mil mangás à biblioteca da USP

A biblioteca do Centro de Estudos Japoneses Teiiti Suzuki, localizada na Casa de Cultura Japonesa da USP, recebeu uma doação de dois mil mangás da Universidade de Meiji, localizada em Tóquio.

No último dia 21, houve uma solenidade da formalização dessa parceria entre as duas instituições.

A versão original de Dragon Ball, um dos mangás mais famosos do Brasil, é uma das atrações do acervo recém-chegado à USP. Após serem catalogados, os mangás poderão ser consultados por todos os interessados.

Mangás são histórias em quadrinhos japoneses que receberam influência direta dos cartuns ocidentais e quadrinhos da Disney. O artista japonês Osamu Tezuka (1928-1989), com a obra Shin Takarajima (“A Nova Ilha do Tesouro”), de 1947, é considerado o criador desse tipo de quadrinhos.

No entanto, o termo tem uma origem mais antiga, no início do século 19, com os hokusai mangá, esquetes que traziam caricaturas e ilustrações sobre a cultura japonesa, produzidas pelo artista Katsushika Hokusa (1760-1849). A partir dos mangás foram surgindo também os animês, que são versões animadas das histórias em quadrinhos.

A Universidade de Meiji tem uma biblioteca com um grande acervo de mangás e por isso vem doando milhares de exemplares para instituições ligadas à cultura nipônica pelo mundo.

O primeiro contato da instituição japonesa com a USP se deu pelo fato de Masato Ninomiya, professor do Departamento de Direito Internacional da Faculdade de Direito (FD) da USP, doutor pela Universidade de Tóquio, ter lecionado e ser assessor especial da Universidade de Meiji.

Hoje, os mangás não servem apenas ao entretenimento. Eles também influenciam carreiras. O diretor do Centro de Estudos Japoneses da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Wataru Kikuchi, destaca que a maioria dos alunos do curso de Letras que escolheram a habilitação em Japonês declarou ter feito essa opção em razão da familiaridade com os quadrinhos e animações nipônicos. “Eu fiz uma rápida ‘pesquisa’ com os ingressantes do curso: 60% dos alunos afirmam que optaram pelo curso de Japonês por interesse em mangás e animês.”

O interesse vai além da graduação e por isso essas doações têm sido de suma importância para a biblioteca, afirma Kikuchi. “O público interessado é grande e muitas vezes os alunos começam a estudar japonês porque querem aprender por mangá. E o mangá se tornou um objeto de pesquisa, tanto na iniciação científica como no mestrado e no doutorado. É um fator de atração e, por isso, essa doação da Universidade de Meiji é muito importante para a biblioteca.”

A Biblioteca Teiiti Suzuki também doará livros para Universidade Federal do Amazonas, que tem uma recente habilitação em Japonês em seu curso de Letras.

O Centro de Estudos Japoneses (CEJ) da USP foi fundado pelo professor Teiiti Suzuki em 18 de novembro de 1968 e, após a Reforma Universitária de 1970, foi remanejado para o Departamento de Linguística e Línguas Orientais da FFLCH. A partir de 1976 ele passou a ocupar as dependências da Casa de Cultura Japonesa, espaço cultural fundado pela Aliança Cultural Brasil-Japão na Cidade Universitária.

A construção da Casa de Cultura Japonesa contou com doações do governo japonês (Programa de Subvenções Especiais, Fundação Japão), Nippon Keidanren (Federação das Organizações Econômicas do Japão), Banpaku Kikin (Organização Comemorativa da Exposição Mundial de 1970), Nippon Usiminas e entidades e pessoas físicas e jurídicas do Brasil e do Japão. O espaço foi administrado pela Aliança Cultural Brasil-Japão por anos e depois pela organização não governamental Oisca. Em 2004, passou a ser mantida pela FFLCH.

A Biblioteca do Centro de Estudos Japoneses Teiiti Suzuki fica na Casa de Cultura Japonesa (Avenida Professor Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária, em São Paulo-SP). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-2423 e pelos e-mails cejap.biblio@usp.br e cejap.biblio@gmail.com. O catálogo da biblioteca está disponível aqui.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Japão se prepara para a 1ª abdicação em mais de 200 anos

A abdicação será a primeira desde 1817, quando o imperador Kokaku abriu mão de seu título, meio século antes do início da Era Meiji, marcando o começo do processo de modernização do país
imperador Akihito

Faltando apenas um ano para a abdicação do imperador Akihito em 30 de abril de 2019, o Japão está intensificando as preparações.

A abdicação será a primeira desde 1817, quando o imperador Kokaku abriu mão de seu título, meio século antes do início da Era Meiji, marcando o começo do processo de modernização do país.

O governo criará um comitê de cerimônias relacionadas sob comando do gabinete logo no início deste outono em preparação para a abdicação, também a primeira desde 1947 quando a atual constituição do país entrou em vigor.

A abdicação do imperador será seguida pela ascensão do príncipe herdeiro Naruhito ao trono do Crisântemo em 1º de maio de 2019.

Até o dia da entronização de Naruhito, o nome da era será alterado do atual Heisei. O governo está se preparando para anunciar o novo nome no início de fevereiro do ano que vem.
Fonte: Portal Mie com Jiji

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Andorinhas e lendas de prosperidade, proteção e fertilidade no Japão

Chegou a época das andorinhas procurarem um lugar para construção dos ninhos e procriar. O Japão cultiva as lendas em torno delas
Em Ise as andorinhas já começaram a fazer seus ninhos para alegria da população
 
Na primavera essas aves migratórias – andorinhas – costumam vir em bandos para o arquipélago japonês. De asas abertas chegam a ter 17cm de comprimento, são elegantes e dóceis.

Por aqui procuram um lugar seguro para construção do ninho e procriação. Antes do frio elas partem de novo para seus países de origem. A maioria que vem para o Japão migra de Taiwan, Filipinas e Malásia.

Para descansarem as cansadas asas, os residentes do bairro Oharai, em Ise (Mie) providenciam placas nos beirais das casas e estabelecimentos comerciais. O povo local acredita que a vinda delas é uma bênção. Afinal, atraem clientes, segundo a crença da lenda.

Segundo levantamento da reportagem da CBC TV ainda não chegou nem a metade do que costuma migrar. Este ano elas vieram cerca de 5 dias mais tarde que no ano anterior.

A população local cuida bem dessas aves e fica na expectativa de ver os filhotes sendo cuidados por seus pais, até o final de junho, quando partem.

As andorinhas cuidam de seus filhotes e depois partem juntos para seus países de origem

Andorinhas: proteção e fertilidade

No Japão, em geral acredita-se que as andorinhas são auspiciosas. Quando elas escolhem a casa ou estabelecimento para fazerem seus ninhos, o local ganha proteção contra os raios e incêndio.

Também, os casais que desejam ter um filho ficam felizes, pois a lenda diz que são aves auspiciosas para a fertilidade.

Assim, são muito bem cuidadas por toda a população que as recebe com respeito e amor.
Fonte: Portal Mie com CBC TV e Suntory

segunda-feira, 12 de março de 2018

Brasileiro ganha shuriken de ouro no campeonato dos ninjas

Na grande final realizada na terra dos ninjas, em Iga (Mie), o brasileiro brilhou mais que os 37 adversários e faturou o shuriken de ouro no campeonato
Brasileiro mostra sua técnica e habilidades com o shuriken

Na nona edição do Campeonato de Shuriken de Iga, realizada no domingo (11), no Museu dos Ninjas de Iga (Mie), reuniram 38 finalistas, vindos de 10 províncias, para a escolha do melhor arremessador de shuriken. O escolhido pelo corpo de jurados foi um brasileiro.

Dentre os 200 competidores inscritos nos 7 locais de provas no país, um brasileiro se classificou para a final. No domingo, 38 competidores de diversas faixas etárias – 16 a 74 anos – disputaram os prêmios.

Os competidores mostraram suas habilidades de ninja nos atos de autodefesa kuji. Trajados a rigor, eles exibiram as técnicas e habilidades nos lançamentos do shuriken de aço, para um alvo.

Faturou o shuriken de ouro, o brasileiro Jedeon Musashi Kawasaki, 36, professor de inglês, residente em Tsu (Mie). Segundo a organização, ele participa todos os anos da competição e foi a primeira vez que foi contemplado.

Ele veio ao Japão há 18 anos e ensina inglês em escolas primária e ginasial, na capital de Mie.
Fonte: Portal Mie com Chunichi e Fan Page do Museu

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Tóquio 2020 anuncia os mascotes

Escolha foi em votação entre estudantes japoneses
Mascotes Tóquio 2020
 
Já temos mascotes! Faltando 877 dias para os Jogos Olímpicos de 2020, o Comitê Tóquio 2020 fez uma enorme festa para apresentar a dupla de mascotes, olímpico e paralímpico escolhidos em votos dos estudantes japoneses. O processo todo reuniu 16.769 escolas e 205.755 estudantes de ensino médio local.

A iniciativa faz parte de um movimento chamado "Yoi Don", algo como "esteja preparado" para engajar a população, especialmente os jovens em todas as ações dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2020. Foi desta forma, que numa audiência que incluía 600 crianças da Gakuen School, uma das que participou na votação, e transmitido ao vivo para todo país, os mascotes foram anunciados.

A dupla combina o novo e a tradição japonesa. O olímpico é azul, o paralímpico num tom de cereja. Ambos são atléticos e possuem super poderes. Foram vencedores num processo inicial que teve 2.042 desenhos. Os três finalistas foram selecionados por um comitê e submetido a votação dos estudantes.

A dupla vencedora somou 109.041 votos e mais do que a soma dos outros dois concorrents 61.423 e 35.291.
Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio

Ryo Taniguchi é o autor do desenho vencedor. Um artista local, com formação em universidade americana, atua como cartunista no Japão. Ele e os outros dois concorrentes ganharam convites para as cerimônias de abertura e encerramento do evento.

Agora, o mesmo comitê que escolheu os três finalistas tem a missão da escolha dos nomes dos mascotes.
Fonte: SportTV

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Olimpíada de Inverno termina na Coreia do Sul em tom de paz; Japão conquista 13 medalhas

Presidente sul-coreano esperava usar o evento como uma oportunidade para se relacionar com a Coreia do Norte 
Japonesas da patinação de velocidade no gelo por equipe
A Coreia do Sul fechou as cortinas dos Jogos de Inverno, no domingo, com atletas dançando e cantando juntos, em uma emocionante cerimônia de encerramento, embora tenha havido pouca afeição entre dignatários dos Estados Unidos e da Coreia do Norte.

O Japão terminou em 11º lugar com 13 medalhas (quatro de ouro, cinco de prata e quatro de bronze), o melhor desempenho em toda a história da Olimpíada de Inverno.

A Noruega e a Alemanha conquistaram cada uma 14 medalhas de ouro. Os noruegueses venceram no total de medalha, com 39, contra 31 dos atletas alemães.

Em terceiro lugar ficou o Canadá, com 29 medalhas totais, seguido pelos Estados Unidos (23), Holanda (20), Suécia (14), Coreia do Sul (17), Suíça (15), França (15) e Áustria (14).

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, que esperava usar os Jogos de Inverno como uma oportunidade para se relacionar com a Coreia do Norte, recebeu com entusiasmo a filha do presidente norte-americano, Donald Trump, Ivanka, antes de oferecer um breve aperto de mão ao líder da delegação norte-coreana, Kim Yong Chol.

Apesar da linguagem corporal fria, os esforços de Moon podem render frutos. O gabinente presidencial da Coreia do Sul afirmou, no domingo, que membros da delegação norte-coreana expressaram que o país está aberto a conversar com os Estados Unidos.

Ivanka sentou em uma posição central, ao lado da esposa de Moon, enquanto o norte-coreano Kim ficou uma fileira atrás, com um longo casaco preto e um chapéu peludo. A dois assentos dele, estava o general Vincent Brooks, o comandante das forças americanas na Coreia.

A presença de Kim na cerimônia de encerramento foi recebida com indignação por muitos na Coreia do Sul. O ex-chefe de inteligência da Coreia do Norte é acusado de orquestrar o ataque de 2010 contra um navio de guerra da Coreia do Sul.

Manifestantes sul-coreanos tentaram bloquear o comboio que levava Kim à cerimônia de encerramento.

Apesar das divisões e desconfianças entre as duas Coreias, ambas acordaram que seus atletas entrassem juntos nas cerimônias de abertura e encerramento, sob um cartaz de unificação. Além disso, usaram uma equipe unificada na competição feminina do hóquei no gelo.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, homenageou os atletas, dizendo que são um exemplo para o mundo.

"Vocês mostraram como o esporte pode unir as pessoas no nosso mundo frágil; mostraram como o esporte constrói pontes", disse. "O COI continuará com este diálogo olímpico, mesmo depois que a chama da Olimpíada estiver apagada."

"Nisto, somos movidos pela nossa fé no futuro."

Durante o seu discurso, Bach convidou vários atletas a se juntarem a ele no palco, inclusive o medalhista de ouro no Skeleton, o sul-coreano Yun Sung-bin, o norte-coreano Ryom Tae Ok, da patinação artística, o esquiador americano Lindsey Vonn e o porta-bandeiras de Tonga, Pita Taufatofua.

Bach encerrou pedindo que a juventude do mundo se reúna em Pequim, em quatro anos, para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.

A cerimônia mostrou a tecnologia de ponta da Coreia do Sul, com um incrível drone desenhando o mascote dos Jogos, Soohorang, um tigre branco, no céu escuro, enquanto atletas marcharam no estádio, muitos vestindo suas medalhas.

A bandeira da Rússia, ausente na cerimônia de abertura, mais uma vez não foi vista, depois que o COI decidiu que não anularia a suspensão do país.

Foi um dia amargo para os atletas russos que, após a felicidade de uma vitória acirrada na competição de hóquei no gelo no domingo, tiveram que marchar sem sua bandeira.

Os russos foram forçados a competir como atletas neutros em Pyeongchang, como punição do COI por anos de escândalos de doping, envolvendo alegação de que os russos realizavam um programa sistemático e apoiado pelo governo para dopar seus atletas.
Fonte: Alternativa com Reuters